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Dilma é 3ª na Forbes


A Forbes colocou a presidenta Dilma no terceiro lugar de sua lista das mulheres mais poderosas do mundo. A vencedora da eleição da revista norte-americana foi a chanceler alemã Angela Merkel. Em segundo lugar, ficou a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton.

Não é a primeira vez que Dilma figura em uma lista da Forbes. No ano passado, logo após vencer as eleições presidenciais, Dilma esteve na lista dos mais poderosos da publicação. Naquele momento, Dilma ocupou a 16ª posição no ranking que incluía homens e mulheres.

A lista somente de mulheres feita pela Forbes é composta, em sua maioria, por governantes, executivas e celebridades. Dilma alcançou uma boa projeção por estar comandando a maior economia da América Latina. A outra brasileira presente na seleção da Forbes é a modelo Gisele Bündchen, na 60ª posição.

Imagem: Creative Commons/Google

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10 comportamentos que as mulheres querem dos homens


Muitos homens se perguntam "Afinal, o que querem as mulheres?". A indagação já ficou famosa, é piada em mesas de bares, papos de esquina e, recentemente, virou até série de TV. O questionamento não aflige somente a ala masculina. As mulheres quando precisam tomar decisões importantes, começar ou terminar relacionamentos, também se fazem esta pergunta.

Não tenho a resposta para a célebre pergunta, nem sei se ela existe. Mas, baseada em minha pequena experiência de vida e na de muitas amigas que já falaram sobre tal assunto comigo, me arrisco a dizer 10 comportamentos que as mulheres querem dos homens. Aí vai a listinha do que é essencial:

1- Que seja bom caráter: Para começar um relacionamento é aconselhável que o moço seja honesto, íntegro. Como já dizia a velha música “Você precisa de alguém que te dê segurança, senão você dança!”. Afinal, as mulheres querem um amor, não correr riscos de vida.

2- Que a deixe conhecê-lo por inteiro: Com o tempo, até os defeitos devem ser encarados. Compreender a verdade das pessoas é fundamental para criar cumplicidade.

3- Que goste de estar num relacionamento: Levar uma vida a dois não é tarefa fácil. Para que dê certo, é preciso que ambos queiram muito.

4- Que a assuma completamente: Com os dias de TPM, com os quilinhos a mais, com o cabelo desarrumado, com o mau-humor diurno, com a segunda-feira de trabalho pesado. Enfim, com os dias normais que até mesmo uma diva amada precisa enfrentar.

5- Que a ame:
e ponto final.

Agora é só completar a lista com os detalhes que fazem toda a diferença:

6- Que seja bem-humorado: Nos dias difíceis, manter um pouco de leveza ajuda a sobreviver. E o cotidiano fica bem mais agradável.

7- Que seja gentil:
Abrir a porta do carro, deixar bilhetinhos apaixonados, se oferecer para carregar as sacolas, são pequenas gentilezas que ajudam a acender a paixão. Atenção nunca é demais.

8- Que se dê bem com a sua família:
Um ambiente harmonioso é o melhor para um amor sobreviver. Se não der para ser um “mar de rosas”, que, pelo menos, haja respeito.

9- Que seja vaidoso:
Ou pelo menos arrumadinho! Se for pedir demais, que mantenha a aparência que agrada a amada.

10- Que saiba cozinhar:
É, os tempos mudaram...

Eu não me esqueci de beleza e riqueza. Elas não estão na lista porque são relativas e podem ser passageiras. Um homem bonito pode não ter tanta graça quando comparado ao Brad Pitt! Um cara endinheirado pode não parecer tanto quando se pensa em um Eike Batista! E também porque príncipes encantados não existem. Mas, é possível ser feliz com um sapinho amado!

E na sua lista, o que não pode faltar?

Imagem: Rodrigo Moraes

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Rua da Literatura

Queria contar para vocês que eu fiz mais um blog! Vou continuar a escrever aqui no Bem Feminina, como sempre fiz, mas terei mais um lugar para fazer minhas reflexões. O Rua da Literatura publica conteúdos relacionados à comunicação e ao universo literário. Nele vocês vão encontrar as resenhas dos livros que li e gostei, biografias dos grandes escritores, frases de intelectuais renomados, gêneros literários, jornalismo, entre outras experiências do ato de comunicar.

O Rua da Literatura é um espaço para quem é apaixonado pelos livros e pelo mundo das letras. Todos estão convidados a participar e fazer comentários que enriqueçam o nosso debate!

Esta semana eu vou fazer a cobertura da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), maior evento de literatura do Brasil, pelo Rua da Literatura. Quem quiser acompanhar tudo, é só acessar o blog! Espero ver vocês também no meu outro blog!

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Violência contra a mulher


Aqui no Bem Feminina eu gosto de falar de assuntos agradáveis e tento manter um astral elevado, um clima positivo. Porém, uma questão sempre me preocupou bastante e sinto que ultimamente a situação tem assumido proporções assustadoras. Por isto, mesmo sendo um tema triste resolvi abordá-lo. O que tanto me aflige é a violência contra a mulher.

Recentemente, no meu bairro, uma mulher foi esfaqueada pelo ex-companheiro; na minha cidade, uma mulher foi assassinada pelo marido; no meu estado, uma mulher foi estuprada e espancada. E assim, de uma em uma, o número de mulheres vítimas de violência vai aumentando no Brasil.

Durante a semana, esta questão esteve em evidência na mídia. Pimenta Neves, após utilizar todos os recursos que a legislação brasileira lhe permitia, passou a cumprir pena em regime fechado pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide. O crime ocorreu há 11 anos.

O programa Brasil Urgente, apresentado por Datena, perguntou às mulheres se elas já haviam sido vítimas de violência. Uma enorme quantidade de telespectadoras contou suas histórias de sofrimento. As agressões relatadas foram diversas: estupros, socos, facadas, chutes e tantas outras formas de machucar uma pessoa que a maldade humana é capaz de inventar.

As mulheres brasileiras estão sendo dizimadas. Elas são estupradas, espancadas, ofendidas verbalmente, esfaqueadas, oprimidas, chantageadas e assassinadas. A violência ocorre dentro e fora de seus lares. É preciso dar um basta nisto.

Quando houve a criação da Delegacia da Mulher, os índices de violência contra a mulher diminuíram. Entretanto, atualmente, este tipo de crime tem mostrado sua face de maneira avassaladora. Talvez porque os criminosos têm a certeza da impunidade.

Toda essa situação é bastante contraditória, suas causas são difíceis de entender. Logo agora que a mulher conseguiu significativos avanços no mercado de trabalho e tomou maior consciência de seus direitos. A primeira impressão é a de que o machismo está diminuindo, mas, não, ele permanece e de maneira violenta. Talvez os autores dos crimes sejam os homens que têm ciúmes e inveja das conquistas femininas. Contudo, para saber se esta hipótese se confirma, seriam necessários estudos psicanalíticos e sociológicos.

Independentemente dos motivos que levam os homens a cometerem tais crimes, não há justificativa. É crueldade, covardia. Estes atos devem ser julgados e punidos corretamente pela justiça.

Não basta apenas dizer à vítima para denunciar o agressor às autoridades. O noticiário está repleto de casos nos quais as mulheres foram assassinadas mesmo após terem registrado Boletim de Ocorrência por agressão. A Lei Maria da Penha, certamente, representa um avanço. No entanto, mais medidas protetivas precisam ser adotadas em relação às vítimas. É preciso desburocratizar o atendimento às mulheres que sofrem com a violência.

É inadmissível que após séculos da luta feminina por seus direitos e pelo reconhecimento da importância do papel do gênero feminino na constituição social, milhares de mulheres ainda vivam submetidas à violência. Sempre que uma mulher é vítima de violência, é dado um tapa na cara de toda a sociedade.

Imagem: ::De todos los Colores::


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Divã


Ontem, a série Divã exibiu seu último episódio desta temporada. Mal acabou e eu já estou ansiosa para o seu retorno. Confesso que sou fã da história criada por Martha Medeiros em um livro que virou teatro, filme e, por último, série. Me divirto muito com os enredos vividos por Mercedes (Lilia Cabral), Renée (Paulo Gustavo) e Tânia (Totia Meireles).

O último episódio de Divã justificou o seu sucesso. No começo, achei meio mórbido porque a trama tinha como assunto principal a morte. Mas, com o desenrolar dos fatos, entendi que falava de morte para dar uma grande lição de vida. Uma amiga de Mercedes, da mesma idade dela, morre. Ela, claro, leva um grande susto e fica apavorada com a constatação da finitude. Passado o primeiro impacto, Mercedes compreende que os infortúnios podem servir como uma passagem para tornar a busca pela felicidade ainda mais intensa.

As histórias de amor e amizade apresentadas por Divã são sempre uma celebração da vida. Espero que o final da temporada seja também apenas uma passagem para histórias ainda melhores que estão por vir em Divã.

Imagem: Google Imagens/Divulgação

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Dez mulheres


Dez Mulheres, de Miguel Reale Jr., é composto de uma dezena de contos que têm como títulos os nomes das mulheres protagonistas de cada um deles. Os textos enveredam pelos labirintos da alma feminina e revelam as contradições existentes em seu interior.

Cada conto mostra, de maneira surpreendente, um fragmento na vida das personagens principais. Alzira sofre uma verdadeira metamorfose ao vislumbrar a possibilidade da maternidade com o apoio que dedica à gravidez precoce de sua sobrinha. Rita vive infeliz ao lado do marido e com o final do casamento, encontra a felicidade em um relacionamento homoafetivo. Cleonice é uma “gata borralheira moderna”, vítima de maus tratos, ela encontra a liberdade ao cometer um crime e ser presa. Leonora também vive um conto de fadas, ela tem o sonho de ser uma princesa. Cíntia sintetiza a mulher moderna, bem-sucedida, dedica grande parte de sua atenção à carreira.

Com personagens que têm histórias tão distintas, mas, que se unem na obstinação de conquistarem o que querem, Dez Mulheres é um ótimo livro para quem pretende conhecer um pouco melhor a alma feminina ou se perder ainda mais em suas contradições.

REALE JR. Miguel. Dez Mulheres. São Paulo:Best Seller, 2004.

Imagem: Daniela Fonseca

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Moda


Duas amigas entram numa loja de roupas para ver as novidades da moda para o inverno. A vendedora solícita se aproxima e pergunta o que elas desejam. Uma das moças responde “Eu sou bem básica. Não gosto de nada que esteja muito na moda, que todo mundo esteja usando. Eu dou muito valor ao conforto e costumo optar por peças que não estejam muito em evidência”. A outra amiga explica para a atendente ”Eu sou completamente diferente dela. Gosto de causar! Adoro usar as últimas tendências. Sou o que muitos chamavam de discípula da moda”. A vendedora realizou um verdadeiro tour com as duas pela loja, provavelmente, tendo em vista que agradar a gostos tão distintos não seria nada fácil.

Outros fatos sobre moda me chamaram a atenção durante esta semana. O primeiro foi uma reportagem sobre o novo lançamento no mercado de cosméticos: adesivos de boca. A novidade se parece com uma tatuagem para os lábios. Os tais adesivos são fabricados em diversas estampas, entre elas, oncinha, arco-íris, bolinhas. Tem para todo tipo de imaginação. Ao final da matéria havia uma enquete que indagava se as leitoras gostaram do novo produto, de acordo com os resultados, as opiniões estavam meio divididas.

Outra reportagem que li foi sobre uma bota feminina criada pela Prada. Ela imita pernas femininas calçadas com um sapato vermelho. A bota estaria causando polêmica no mundo fashion e também dividindo a opinião das consumidoras.

Nesta semana também foi notícia que Nicola Formichetti, estilista de Lady Gaga, produzirá uma coleção feminina e masculina inspirada na cantora. A julgar pelos figurinos que a diva pop ostenta, podemos esperar bastante criatividade.

Muitos pensam que a moda é uma futilidade, outros, a consideram essencial. Mas, seja para aqueles que a seguem ou para os que dizem não se importar com ela, a moda sempre dividiu opiniões e deu motivos para comentários. Esta semana não foi diferente!


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Dias de princesas

Que garota nunca teve o sonho de ser uma princesa? Morar em um castelo rodeado de riquezas, usar vestidos que se ajustam com perfeição ao corpo, ser referenciada pelos súditos, desfrutar o melhor da vida e, além de tudo isto, ter um marido lindo, poderoso e gentil.

Este sonho é inserido no imaginário feminino logo na infância. Nos contos de fadas as princesas e os príncipes são belos, jovens, vivem grandes aventuras e conseguem superar qualquer desafio com a força do amor. Narrativas como Branca de Neve, Cinderela, A Bela Adormecida, fazem a imaginação das meninas viajarem à tempos remotos, à lugares longínquos e à uma vida que não será a que elas terão quando crescerem.

Algumas sonhadoras crescidas até ousam manter o romantismo em suas realidades, tentam adaptar o cotidiano àquelas histórias que um dia alguém lhes contou quando crianças. Mas, é difícil. Ser princesa na vida real é para poucas, bem poucas.

Kate Middleton acabou de realizar esta façanha. Deixou de ser plebeia e entrou para a realeza. O mundo todo viu o sonho da jovem britânica se realizar. O casamento real foi transmitido para milhares de telespectadores ansiosos para ver o acontecimento histórico. Nas semanas que antecederam o grande dia, a expectativa foi enorme. Todos os detalhes eram acompanhados com fervor pelos súditos. A cerimônia alcançou o sucesso que prometia. Foi comparável aos contos de fadas. Um item fundamental deste glamour foi o vestido da noiva. Assinado pela grife Alexander McQueen, ele cumpriu com louvor seu papel: foi perfeito. O vestido de Kate evocava o de outra mulher que conseguiu se tornar princesa, Grace Kelly.

Esta atmosfera de princesas, realeza e glamour pode continuar a ser apreciada no Brasil. São Paulo recebe, até o dia 10 de julho, a exposição Os anos de Grace Kelly, Princesa de Mônaco. A mostra conta com um vasto acervo, roupas, joias, fotografias, filmes, documentos e muitos outros objetos usados pela diva podem ser vistos pelo público. O destaque é da seção Princesa e Glamour na qual criações de Balenciaga, Christian Dior, Chanel, Givenchy e outros nomes da alta costura marcam presença.

O casamento real e a oportunidade de apreciar fragmentos da vida de Grace Kelly que, além de princesa, foi também uma grande atriz e ícone da moda, trazem para a realidade um pouco dos contos de fadas. E quem não gosta de um pouco de fantasia?



Imagem: _carmendy

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O presente do dia das mães



As duas primeiras semanas de maio são dedicadas às mães. Já é tradição. Neste período, acontecem diversas homenagens mais que merecidas para estas figuras que são fundamentais nas nossas vidas.

O comércio fatura alto com a comemoração do dia das mães. A data é uma das que alcançam os mais elevados números de vendas, rivalizando apenas com o dia das crianças e o Natal. As lojas fazem de tudo para conquistar a preferência dos filhos, clientes ávidos por comprar um presente que demonstre o carinho que eles sentem pelas suas mães e as deixem um pouco mais felizes nesta data.

Mas, a festa não é só das mamães, é da publicidade também. Anúncios e mais anúncios invadem as ruas, a internet, a televisão, o rádio, os telefones, as revistas, os impressos, e, onde mais houver espaço para a comunicação.

E, nos dias de hoje, as campanhas publicitárias não querem somente nos fazer consumir produtos, elas querem fazer com que nós nos sintamos bem. Sabe aquela publicidade da empresa de cosméticos que tenta nos convencer que todo dia deve ser maravilhoso? Ou a propaganda da montadora de carros que nos aconselha a aproveitar o melhor da vida? Há também a família que vive em constante estado de felicidade nos comerciais das lojas de departamentos. É disto que estou falando... Às vezes, os produtos nem têm destaque nas publicidades, o importante é persuadir os consumidores de que determinada marca faz parte de uma existência feliz. Por consequência, as vendas acontecem...

A publicidade sempre foi um retrato de sua época, é necessário estar em sintonia com o público para poder vender bem. Atualmente, como valorizamos o bem viver, o estar confortável com nossas escolhas e com o nosso estilo de vida, as campanhas publicitárias agem assim, querendo vender o bem-estar.

O jornalismo também entra no clima de comemoração do dia das mães. Dentre as tantas reportagens que li sobre este tema, uma me chamou a atenção. Achei bastante interessante porque ela falava justamente disto, de como a publicidade e, por conseqüência os presentes mais vendidos nos dias das mães, acompanhavam as mudanças sociais.

A matéria evidenciava o que é fácil perceber: a tendência de presentear as mães com objetos domésticos. A reportagem mostrava onze tipos de presentes que as mães mais receberam ao longo da história, destes, seis eram utensílios para o lar. Na primeira metade do século XX, tiveram destaque ferro de passar, fogão a gás, rádio, refrigerador, enceradeiras e televisores. Com o aumento da atuação feminina no mercado de trabalho, se sobressaíram eletrodomésticos que propiciam à mulher maior tempo de descanso, dentre eles, microondas, processadores de alimentos e máquinas de lavar roupas.

Equipamentos para a casa sempre estiveram associados ao dia das mães. Há quem explique esta situação alegando que a mãe é a figura mais identificada com lar. O engraçado é que o fogão, a máquina de lavar roupas e o microondas também prestam serviços aos homens, afinal, todos precisam de roupas limpas e de comida, entretanto, não é costume presentear os pais com este tipo de objeto. Minha mãe sempre me alertou: quero presente pra mim, não para a casa. Talvez seja o caso de instituir o dia da casa! Os comerciantes e publicitários aprovariam...

Independentemente da movimentação do comércio, das publicidades e do tipo de presente, o importante é que o dia das mães é mais que merecido. A data é um símbolo do carinho que devemos dedicar, durante todo o ano, a essas queridas que nos cercam de amor. É um dia para homenagearmos as mães, e por conseqüência, a família. Isto, nunca é demais.




Imagem: Daniela Fonseca

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Bem Feminina de "cara nova"!

O Bem Feminina está de cara nova! Fiz umas mudanças no design do blog para melhorar sua funcionalidade. Espero que consiga atingir este objetivo e, o mais importante, que vocês gostem. O Bem Feminina “trocou a decoração”, porém, a essência continua a mesma: um espaço para falarmos do cotidiano feminino. Fiquem à vontade, a casa é todos nós que acessamos este blog!

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Cinco lições para aprender com Zilda Arns


Este é o último post da série que realizei aqui no blog em homenagem à mulher. Durante este período, escrevi sobre mulheres que podem nos ensinar muito com suas trajetórias de vida. Para encerrar bem a série, vou falar de cinco lições que podemos aprender com Zilda Arns.

1. Se colocar no lugar do outro
Zilda Arns sempre teve verdadeira preocupação com a situação dos seus semelhantes e vontade de ajudar o ser humano. Imbuída deste espírito ela fundou a Pastoral da Criança.

2. Unir pessoas

Líder por excelência, Zilda Arns, reuniu centenas de pessoas em seu trabalho social. Sua equipe levava esperança e auxílio à quem precisasse.

3. Se comprometer
Zilda Arns tinha comprometimento com as causas que abraçava. Graças ao seu comportamento compromissado em defesa dos mais necessitados, conseguiu levar o seu trabalho por diversas regiões castigadas pela pobreza.

4. Agir pelo bem
Médica e sanitarista, Zilda Arns utilizou seus conhecimentos para fazer o bem ao próximo. Ela se dedicou, principalmente, a cuidar das crianças e dos idosos. Preocupada com o bem-estar alheio, doutora Zilda difundiu a bondade por onde passou.

5. Acreditar em uma causa
Zilda Arns acreditava que este mundo poderia ser um lugar melhor e dedicou sua vida por esta causa. Ela faleceu em missão no Haiti, vítima do terremoto que devastou o país no início de 2010.


Imagem: Creative Commons/Google

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Cinco lições para aprender com Rose Marie Muraro

Estou fazendo aqui no blog uma série de posts sobre mulheres inspiradoras. Desta vez, a homenageada será Rose Marie Muraro, uma das mais renomadas intelectuais brasileiras. Ela dedicou-se a estudar as questões relacionadas ao gênero feminino. Sua obra e sua trajetória nos ensinam bastante sobre o papel da mulher no mundo:

1. Acreditar na mulher
Os livros de Rose Marie Muraro nos incentivam a crer na capacidade feminina de criar um mundo melhor.

2. Se dedicar ao trabalho intelectual
A autora construiu uma carreira de muito sucesso na vida acadêmica. Suas pesquisas tiveram grande importância para o conhecimento da conjectura na qual o gênero feminino está inserido.

3. Trabalhar pelos iguais
Além do êxito pessoal, as obras de Muraro ajudaram a melhorar as vidas de milhares de brasileiras.

4. Ser visionária
Como é característico dos grandes pensadores, Rose Marie Muraro estava sempre à frente de sua época. Seu comportamento visionário permitiu a conquista de novos espaços para a figura feminina.

5. Sonhar
Ninguém alcança a vitória sem antes desejá-la, sem sonhar com ela. Rose Marie Muraro sonhou e foi à luta munida de idéias, de argumentos, de palavras. Ela venceu, conseguiu transpor os limites que eram impostos às mulheres.

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Fórum CLAUDIA

A revista CLAUDIA, em parceria com o banco Santander, promoveu mais um Fórum CLAUDIA pela Mulher Brasileira. As discussões deste ano tiveram como tema “A mulher que queremos ser: cheia de tarefas ou com múltiplos interesses”. O evento foi uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

A mesa-redonda foi moderada pela jornalista diretora da revista Cynthia Greiner e contou com a presença de três debatedores, a jornalista Cynthia de Almeida, o psicanalista Jorge Forbes e a atriz Denise Fraga. A platéia pôde participar com uso de bandeiras, levantar a de cor branca significava concordância com o que era dito; a vermelha, discordância. O Fórum foi transmitido pelo site, o que possibilitou a interação pelo Twitter e Facebook.

Várias questões que permeiam o universo feminino contemporâneo foram abordadas com humor e inteligência. Denise Fraga leu uma crônica de sua autoria que discorre sobre os diversos conselhos recebidos pela mulher durante a gravidez. Jorge Forbes comentou que, atualmente, vive-se seguindo muitos “Cêtemques” (Você tem que), como se viver fosse seguir as recomendações de uma bula.

A realidade na qual se encontra o gênero feminino também foi tratada. A sociedade deixa para trás as rígidas regras comportamentais e as mulheres desempenham os mais distintos papéis sociais. A mulher se insere no mercado de trabalho, assume seus deveres e briga por seus direitos. Várias possibilidades se colocam, porém, às vezes, as mulheres não sabem o quê escolher ou se comprometem com escolhas demais. Há apenas uma certeza: não se deve retornar ao período anterior às conquistas do feminismo e da luta individual de tantas batalhadoras, no qual à mulher cabia aceitar seu destino predefinido por alguma figura masculina. Queremos escolher!

A mulher é pressionada por resultados no seu processo de afirmação perante a sociedade, tal fato é consequência de anos e anos de repressão. Mas, agora é um momento de mudança, de libertação. A participação do homem no mundo doméstico é tão importante quanto a entrada da mão-de-obra feminina no mercado profissional, a maternidade, paulatinamente, ganha o respeito do mundo dos negócios e as mulheres já são a maioria da população brasileira com nível superior.

Por outro lado, já não é imprescindível carregar bandeiras, tampouco, acirrar a competição entre homens e mulheres. É hora de nos adaptarmos ao espaço que conquistamos e fazermos dos homens nossos aliados. Durante o Fórum CLAUDIA, Cynthia de Almeida citou uma pesquisa norte-americana que revela esta vontade das mulheres. De acordo, com o estudo os desejos delas em relação aos homens são: em primeiro lugar, que organizem encontros amorosos; em segundo, que ajudem no trabalho doméstico; e em terceiro, que as ouçam com atenção.

Com as tarefas que assumimos e com os nossos múltiplos interesses, chegou o momento de desfrutar das vitórias conseguidas, sem esmorecer e nem descer do salto.

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Mulheres, Artistas e Brasileiras


Um dos fatos legais deste Mês da Mulher é a exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras que acontece no Palácio do Planato. A mostra, que é um pedido da presidenta Dilma, ficará aberta ao público até o dia 5 de maio.

O grande destaque da exposição é o quadro Abaporu, obra de Tarsila do Amaral, símbolo do Movimento Antropofágico e um dos ícones do Modernismo Brasileiro. A tela que pertence a um colecionador estrangeiro, retornou ao Brasil especialmente para esta mostra em homenagem à arte das mulheres brasileiras. A diversidade é uma das características da exposição isto possibilita que obras como as bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha também brilhem no acervo.

A presidenta Dilma fez um importante resgate cultural ao reunir obras tão distintas, tal fato, propiciou um vasto panorama da arte feminina e, por consequência, da arte nacional.

Em sua recente passagem pelo Brasil, Michelle Obama, a primeira-dama norte-americana, visitou a exposição e parece ter gostado muito do que viu. Bem, ali estão reunidas obras de célebres artistas brasileiras como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, entre outras. É uma bela homenagem à elas e à todas as mulheres brasileiras.

Imagem: Google Imagens

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Michelle Obama


Hoje pela manhã, Michelle Obama despediu-se do Brasil. Ela veio ao país acompanhando o marido, o presidente Barack Obama. A primeira-dama não passa despercebida nas visitas que realiza com a comitiva norte-americana. A passagem por terras brasileiras não foi diferente.

Michelle Obama participou do almoço com a presidenta Dilma, encontrou-se com estudantes, esteve na Cidade de Deus, passeou no Corcovado, entre outras atividades. Por onde passou, ela esbanjou simpatia. A primeira-dama chamou atenção também por sua elegância, sua postura e seus trajes foram bastante elogiados.

Michelle Obama estudou em Princeton e Harvard, construiu uma carreira de sucesso e foi fundamental durante a campanha presidencial do marido. Como primeira-dama, luta contra a obesidade infantil e defende uma alimentação saudável. Além tudo isto, ela dá um show por onde passa. Foi uma ótima visita para o Brasil receber neste mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Mesmo que tenha sido apenas coincidência.


Imagem: Joyce N. Boghosian

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Por que nada satisfaz as mulheres e os homens não as entendem


O título Por que nada satisfaz as mulheres e os homens não as entendem pode, a primeira vista, parecer de mais um livro de auto-ajuda. Porém, esta obra reúne diversos artigos de Rose Marie Muraro, uma das maiores intelectuais brasileiras. São textos escritos em várias épocas da vida acadêmica da autora. Neles, são abordados vários aspectos da vivência feminina.

Rose Marie Muraro trata com propriedade de temas como: maternidade, casamento, trabalho, envelhecimento, estética. Assuntos mais polêmicos também estão presentes na obra e são discutidos com clareza de argumentos e discernimento, entre eles, aborto, machismo, feminismo, sexualidade e capitalismo.

Os artigos são esclarecedores, escritos de maneira leve, sem o pedantismo do qual os textos de muitos acadêmicos padecem. O livro fala do lugar da mulher no mundo e demonstra as várias conquistas que ainda devemos alcançar como, por exemplo, salários iguais para funções iguais às dos homens, divisão do trabalho doméstico, respeito à maternidade no ambiente profissional. É uma obra fundamental para o entendimento do papel feminino e de tudo aquilo que as mulheres podem realizar.

MURARO, Rose Marie. Por que nada satisfaz as mulheres e os homens não as entendem. São Paulo:A Girafa, 2003.

Imagem: Daniela Fonseca

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Cinco lições para aprender com Marta


Conforme já informei aqui no blog, no mês da mulher estou fazendo uma série de posts sobre mulheres inspiradoras. Hoje, a homenageada será a Marta. Ela está no topo de sua carreira, representa de maneira brilhante o futebol brasileiro e nos ensina algumas atitudes ao alcançar o sucesso:

1. Vencer as dificuldades
Marta precisou deixar sua terra natal - Dois Riachos, interior de Alagoas - para realizar o sonho de se profissionalizar como jogadora de futebol.

2. Defender uma causa
Marta abraçou a luta pelo futebol feminino. Ela faz muito como uma profissional exemplar, mas, não para por aí. Sempre que pode reivindica melhorias para sua modalidade esportiva. Quando é premiada como a melhor jogadora de futebol do mundo, Marta costuma pedir melhores condições de trabalho para todas as jogadoras de futebol.

3. Trabalhar em equipe
Saber trabalhar em conjunto com outras pessoas é um principio fundamental para quem pratica um esporte coletivo. Ao assistir a alguma partida de Marta é fácil perceber como ela lidera e auxilia suas companheiras. Também é muito comum ouvir suas colegas de time elogiarem o comportamento dela perante o grupo.

4. Buscar a excelência
Marta é dona de um ótimo desempenho em campo. A maneira como ela se doa ao jogo é comovente. Impressionam as belas jogadas e os gols incríveis que ela faz. Porém, o futebol da camisa 10 não é só emoção e beleza, ele é também eficiência: em 53 jogos realizados pela seleção brasileira , Marta marcou 54 gols. Isto lhe dá uma excelente média de mais de um gol por partida.

5. Não se deixar acomodar pelo sucesso
Marta vive excelente momento em sua carreira, entretanto, almeja galgar degraus mais altos. Cinco vezes eleita a melhor jogadora de futebol do mundo pela FIFA, ela espera continuar levando o prêmio para casa ainda por alguns anos. Outro objetivo da jogadora é ser campeã da Copa do Mundo. O Brasil e o futebol agradecem o fato de Marta seguir se dedicando ao esporte com afinco.


Imagem: americanistadechiapas

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Agenda 2011


A partir de hoje, resolvi ter uma agenda. Nunca tinha tido uma antes. Na verdade, já comprei algumas, mas, nunca cheguei a usar efetivamente. Depois de um certo tempo, elas eram abandonadas ou usadas como caderninhos de rascunhos. Entretanto, sempre consegui dar conta dos compromissos, costumo cumprir horários e prazos. Confiava apenas na minha memória e obtinha um bom desempenho.

Porém, recentemente, li vários artigos sobre melhor aproveitamento do tempo e todos aconselhavam a ter uma agenda, seja eletrônica ou do bom e velho papel. Psicólogos, consultores de carreira e outros especialistas indicavam que as anotações melhoram a organização do dia-a-dia e ajudam a alcançar objetivos a longo prazo.

Aumentar a produtividade sem perder a qualidade e ainda realizar planejamentos mais elaborados, estes motivos me levaram a ter a minha primeira agenda. Começo a utilizá-la hoje. Não começo na época ideal que seria o início do ano, mas, é o primeiro dia útil após o Carnaval, e no Brasil, isto tem um significado particular. Bom, feriados e atrasos à parte, espero conseguir incorporar o novo hábito.

Imagem: Daniela Fonseca.

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Selma e Sinatra

Selma e Sinatra, Martha Medeiros, é um duelo entre duas mulheres, do qual, ambas saem vencedoras. Guta, 41 anos de idade, é uma jornalista solteira que se diverte com seus relacionamentos amorosos mal-sucedidos e tenta se livrar do anonimato de uma carreira fracassada como escritora e mediana no jornalismo. Selma é uma cantora setuagenária que, aparentemente, tem tudo na vida: uma carreira gloriosa, um próspero casamento, filhos maravilhosos e a auto-estima em dia.

A duas se encontram para fazer a biografia de Selma. Guta esperava, enfim, emplacar um best-seller, mas, queria também um livro consistente que mostrasse o ser humano por trás da diva da música brasileira. Selma desejava legitimar e deixar para a posteridade uma vida perfeita para a apreciação de seus fãs.

Porém, como é impossível planejar tudo na vida, nenhuma delas consegue realizar com plenitude seus objetivos. A biografia não comove ninguém, entretanto, vende bem graças ao público da cantora. Selma imprime a imagem que queria ao livro, contudo, se vê obrigada a revelar sua verdadeira identidade à jornalista.

No entanto, o melhor acontece no “fracasso” dos planos de ambas. Guta aceita sua vida como ela é e aprende que o mais legal está nas tentativas. Selma percebe que precisava desabafar e encontra na jornalista um ombro amigo.

Durante os encontros para a realização da biografia as personagens vão demonstrando as imperfeições e inseguranças inerentes à qualquer ser humano. O texto de Martha Medeiros consegue dar humor e leveza às situações. É um diálogo que nos faz conversar com nossas próprias incertezas.

MEDEIROS, Martha. Selma e Sinatra. Rio de Janeiro:Objetiva, 2005.

Imagem: Daniela Fonseca.


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Dia Internacional da Mulher


É hoje o dia da alegria e a tristeza nem deveria pensar em chegar”, não é bem isto que diz um famoso samba-enredo, porém, é o que eu penso sobre o dia de hoje. Entretanto, a realidade não é exatamente esta. Hoje é o Dia Internacional da Mulher e é também Carnaval, mas, infelizmente, não há apenas motivos para comemorações. São cem anos do Dia Internacional da Mulher e reivindicações históricas continuam atuais.

Elegemos uma presidenta. Porém, ainda temos poucas deputadas, senadoras e, muito que aumentar em nossa participação política.

Nos inserimos no mercado de trabalho. Entretanto, ganhamos menos que os homens quando desempenhamos funções iguais às deles, enfrentamos mais barreiras para ocupar cargos de liderança e ainda há preconceitos em relação à maternidade no mundo dos negócios.

Estudamos mais tempo que os homens, somos a maioria quando assunto é ter diploma universitário. Todavia, estamos em desvantagem no número de representantes no mercado de emprego formal.

Podemos nos ver como seres humanos detentores de direitos e deveres. No entanto, ainda há o tráfico de mulheres, mutilações, o turismo sexual e diversas outras manifestações de machismo, discriminação e violência.

Fizemos a Lei Maria da Penha. Contudo, nos falta proteção efetiva. O número de mulheres que são agredidas e assassinadas é alarmante.

Devemos comemorar o Dia Internacional da Mulher porque nada nos foi concedido de graça. Todas as conquistas foram advindas de mobilizações e do trabalho de todas nós. Não podemos nos esquecer do nosso dia e nem da nossa luta diária.

Temos o Dia Internacional da Mulher. Mas, ainda não temos motivos para fazer com que este dia seja um Carnaval de alegria.


Imagem: Daniela Fonseca.

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Mulheres: Por que será que elas...?


Mulheres: Por que será que elas...?, Leila Ferreira, é um livro para todas as gerações. Eu li, minha mãe leu e minha avó, também. Todas nós adoramos. O motivo desta aceitação é o fato de a obra ter um humor crítico sensacional e abordar assuntos que são comuns ao universo feminino. Independentemente da idade da leitora, ela vai reconhecer as peculiaridades da vida feminina.

O título de cada capítulo é uma divertida indagação que dá continuidade às reticências do nome do livro, por exemplo: “...usam roupas de abotoar atrás?”, “...precisam de vinte e seis tipos de xampu?”, “...fazem curso de strip-tease?”, entre outras tão engraçadas quanto estas. Tais perguntas são apenas para estimular a reflexão sobre o mundo das mulheres, o livro não oferece respostas. Os capítulos são recheados com experiências verídicas vividas por mulheres que têm a sabedoria de rir de suas peripécias.

Aliás, o grande trunfo da obra é fazer com que cada leitora consiga rir de si própria. Isto acontece porque as situações relatadas podem acontecer na vida de todas nós. Em um dos capítulos a autora discorre sobre um xampu que promete dar equilíbrio e leveza e brinca que talvez ingerindo um pouco do cosmético ela conseguisse o que sempre buscou com sessões de terapia. Conseguir equilíbrio não é fácil, mas, certamente, ao terminar a leitura do livro a alma fica mais leve.

FERREIRA, Leila.
Mulheres: por que será que elas...? São Paulo:Globo, 2007.

Imagem: Daniela Fonseca.

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Por que presidenta?


Depois que Dilma foi eleita, criou-se uma alternativa para a palavra “presidente” no Brasil. Agora, também pode ser usada a variante “presidenta”. É óbvio que este vocábulo já existia, entretanto, foi a eleição de Dilma para o mais alto posto do Executivo que acendeu a discussão sobre o termo "presidenta". Aliás, é desta maneira que Dilma prefere ser chamada.

Os gramáticos já informaram que as duas formas são perfeitamente corretas. Portanto, é uma questão de escolha. É importante lembrar que o uso influencia a língua. Por outro lado, os usos nascem das realidades sociais.

Ontem, foi ao ar a participação de Dilma no programa Mais Você, na ocasião, ao ser questionada por Ana Maria Braga sobre a razão da escolha por “presidenta”, a governante deu uma resposta convincente. Dilma revelou que é uma homenagem às mulheres. Ela ressaltou a importância da inserção feminina no mercado de trabalho. Esta conquista é fruto de uma luta perpetuada através dos anos e que tornou real a oportunidade de eleger uma mulher para o principal cargo do país. É em nome de todas as mulheres que Dilma considera importante o fato de a primeira presidente mulher ser “presidenta”. Isto demarca a vitória feminina. É um motivo justo e mais que suficiente para adotar a forma “presidenta”.

Imagem: Fotos Gov/Ba

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Cinco lições para aprender com Dilma


Hoje começa o mês da mulher. Para marcar este período de comemorações dedicadas à nós, decidi fazer uma série de posts sobre mulheres que ensinam muito por meio de suas condutas.

Dilma Rousseff será a primeira destas mulheres. Ela está no auge de sua carreira: é a presidenta do Brasil. Ao analisar sua trajetória é possível perceber atitudes que a ajudaram a alcançar o sucesso. Tais atitudes podem ser aplicadas à vida de todas nós:

1. Aprender a perdoar
Mesmo após ter sido barbaramente torturada nos anos de ditadura que o Brasil viveu, Dilma afirma não guardar mágoas desta época.

2. Aprender com os mais experientes
Muito se diz que Dilma é discípula de Lula, mas, ela também trabalhou ao lado de Leonel Brizola. A julgar pelo posto que ela conquistou, Dilma aprendeu muito com estes dois ícones da política nacional.

3. Acreditar que tudo pode mudar para melhor
Dilma amargou anos de prisão durante a ditadura militar, porém, mesmo no cárcere ela sempre acreditou que o Brasil poderia melhorar. O país melhorou muito e ela ainda pôde ajudar nesta transformação.

4. Agir de maneira estratégica
Na Secretaria de Minas, Energia e Comunicação do Rio Grande do Sul, Dilma conseguiu evitar um apagão graças à sua maneira de trabalhar.

5. Respeitar os concorrentes
Durante a campanha presidencial, Dilma foi vítima de uma série de boatos, mesmo assim, ela manteve o respeito em relação à oposição.

Imagem: redebrasilatual

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Sex And The City


Eu sou fã de Sex And The City. Adorei todos os capítulos da série e os dois filmes. Agora, li o livro que originou esse estrondoso sucesso. Apesar de considerá-lo bem diferente das produções homônimas que o sucederam, gostei. Nele, os dilemas da vida feminina são retratados com humor e sagacidade.

Sex And The City reúne as crônicas de Candace Bushnell sobre as personagens que transitam no mundo dos nova-iorquinos famosos e endinheirados. Festas estonteantes, viagens incríveis, ambientes luxuosos regados à champanhe e enfeitados pelo brilho das joias compõem o cenário das tramas.

No livro, assim como na série e nos filmes, Carrie é a protagonista, porém ,desta vez este fato é ainda mais acentuado. Ela e suas amigas vão se apaixonar e se desiludir, se aventurar pelos lugares mais badalados de Nova York e descobrir que no final tudo pode acabar em solidão. Ou melhor, perceber que elas são suas melhores companhias.

A obra conta com trechos hilários, alguns merecem destaque. A ida de Carrie a um clube de sexo onde ela sofre uma divertida decepção, o encontro entre as diversas mulheres que namoraram um mesmo homem, a vida dos homens obcecados por modelos e a excursão de Carrie ao subúrbio para ir ao chá-de-panela de uma amiga.

Carrie, a escritora que tem uma vida mais interessante que seus enredos, convida o leitor a conhecer o universo dos relacionamentos amorosos e das convenções sociais que vigoram na metrópole norte-americana.


BUSHNELL, Candace. Sex and the city - o sexo e a cidade. Trad. Celina Cavalcante Falck. 9ª ed. Rio de Janeiro:Record, 2008.

Imagem: Daniela Fonseca.

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A ditadura da magreza


Recentemente, a ditadura da magreza voltou a mostrar suas consequências perversas. Alguns fatos contribuíram para isto. Em São Paulo, professoras consideradas obesas não puderam assumir seus cargos no ensino público. No BBB11, um dos brothers chamou uma das participantes de “gorda” durante uma discussão. Li uma reportagem sobre uma pesquisa realizada nos Estados Unidos na qual os resultados apontaram que as mulheres trocariam um ano de vida sexual ativa por serem magras.

Ao que parece, a magreza deixou de ser uma simples predileção e se tornou uma norma. Ela não fica mais restrita à vida pessoal, extrapolou para a vida pública, virou fator de afirmação positiva da imagem, de status social e pré-requisito para ascensão na carreira.

Engordar virou transgressão.

Outra impressão minha, somente impressão mesmo porque fazer afirmações sobre o comportamento humano costuma ser arriscado, é que viver com o peso que sente bem voltará a ser aceito socialmente. Isto porque transgredir chama a atenção e tende, até mesmo, a despertar desejos.


Imagem: eva poly

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De pernas pro ar


Assisti ao filme De pernas pro ar. Gostei. Acho que o melhor adjetivo para definir esta película é: divertidíssima. Ri alto com as cenas protagonizadas por Ingrid Guimarães. Também são engraçadas as participações da atriz Cristina Pereira que vive a empregada doméstica Rosa. Portanto, como comédia, o filme cumpre bem o seu papel.

Ingrid Guimarães interpreta Alice, uma mulher obcecada pelo trabalho. Em função disto, ela deixa de lado o marido e o filho. Na verdade, ela não se atenta para sua vida pessoal. Na visão dela, o casamento ia bem porque tinha um carro do ano, um apartamento confortável, uma boa empregada doméstica e viajava para o exterior todos os anos. Alice também vivia uma ilusão de que tinha felicidade devido ao fato de trabalhar no que gostava e ter alcançado relativo sucesso. Até que num belo dia, o mundo dela cai: é demitida e o marido pede para dar um tempo ao casamento.

Neste momento, começa uma fábula moderna. Alice consegue se reinventar. Ela descobre o prazer de viver e o prazer sexual, se torna sócia de uma sex shop e chega ao ponto mais alto da carreira. De quebra, restabelece a convivência com o filho e traz o marido de volta.

O contrário desta narrativa feita em De pernas pro ar é o que fazem os contos de fadas. Li sobre isto hoje num ótimo texto de Regina Navarro Lins. De acordo com a referida autora, os contos de fadas desestimulam as mulheres a tentar melhorar suas vidas com seus próprios méritos. O que eles incentivam é que as donzelas vivam à espera do príncipe encantado que resolverá todos os seus problemas.

Outra questão abordada por Regina Navarro Lins é que os contos de fadas estimulam a mulher a cuidar de seu corpo de forma a adequá-lo ao gosto do homem que ela pretende fisgar.

Em De pernas pro ar, Alice não segue as regras dessa cartilha. Ela se esforça para resolver os seus problemas e encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. A protagonista também não sujeita seu corpo aos caprichos masculinos. Em uma cena simbólica e hilária ela aparece com um pênis de borracha preso à cintura. Tal visão deixa o mocinho, marido dela, aterrorizado.

Infelizmente, a moral dos contos de fadas ainda se encontra em alguns filmes, novelas, séries e livros. Entretanto, para manter acesas a esperança e a luta das mulheres há também produções culturais que mostram o gênero feminino ocupando espaços na sociedade e assumindo o controle de suas vidas e de seus corpos.

Imagem: Divulgação

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BBB11 e os homens


Recentemente, ao apresentar mais um discurso de eliminação do BBB11, Pedro Bial falou sobre a falta de homens. O paredão em questão trazia o confronto de dois bonitões do reality show.

Depois deste episódio, ouvi alguns comentários que pareciam corroborar tal afirmativa. Os participantes masculinos do BBB11 não estão agradando muito... Há motivos para isto. Eles parecem acreditar em formas estranhas de serem homens. Há quem pense que ser homem é maltratar as mulheres, outro parece crer que ser bonito basta, há aquele que acha que é só fazer parte do “clube do bolinha” e ainda quem resolveu que ser homem é não ser traído.

Um dia desses, chegou na “caixa de entrada” do meu e-mail uma mensagem que abordava este assunto. O texto falava da situação do gênero masculino na contemporaneidade. Ele dizia que os homens estavam perdidos, sem saberem que posição ocupar e nem quais atitudes adotar na sociedade. Concluía de forma machista afirmando que a culpa de tudo era das mulheres e do feminismo. Quanta ignorância, quanto engano!

As mulheres estão ocupando seus espaços e assumindo seus direitos e deveres, mas, não estamos tomando nada dos homens. Nem poderíamos. Simplesmente porque não existe isto de “coisa de homem” e “coisa de mulher”. Este negócio de “isto é de menina, isto é de menino” não funciona nem na infância. O ideal não é a competição, nós precisamos é de cooperação. Muitos representantes da ala masculina sabem disto e colaboram. Nós precisamos dos homens. Dos homens de verdade.

Imagem: Google

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Procura-se emprego


Chegou a tão esperada formatura! Churrasco de comemoração, coquetel de despedida da turma, colação de grau e o aguardado baile de gala. Tudo lindo, tudo maravilhoso! Um sonho! Mas, passada esta fase festiva e onírica, é hora de cair na realidade...

A lógica é: quem se formou deixa de ser estudante e se torna um feliz desempregado! Entretanto, sem emprego ninguém quer ficar. Afinal, depois de quatro anos se esforçando em bom curso numa ótima universidade, todo mundo quer mostrar que tem valor.

Agora, é necessário enfrentar o mistificado mercado de trabalho. Juntar os certificados dos cursos realizados, separar os documentos solicitados e conseguir preparar um currículo que possa demonstrar um pouco do que você é e do que é capaz de fazer, são somente os primeiros passos da caminhada em busca de um lugar ao sol.

Depois de superada esta etapa é preciso escolher as empresas que realmente lhe dariam satisfação em trabalhar. Pronto! Eleitas as empresas que são um “sonho de consumo”, é o momento de tentar fazer o casamento perfeito: do seu currículo com a vaga oferecida!

Hora de sair à caça! Gastar sola de sapato atrás do lugar almejado. Nada disto! Dizem que é possível garantir seu posto sem sair de casa. Pela internet, claro! Acesse os sites, procure pela famosa expressão “trabalhe conosco”, preencha os currículos e deixe seu nome nos tais “bancos de talentos”.

Porém, a sensação que se tem é de que seu nome, realmente, foi deixado. Deixado em meio a tantos outros que desejam o mesmo que você. Deixado em algum buraco negro da internet. Deixado de lado... Todavia, para dar um pouco de esperança aos candidatos ansiosos, quase aflitos, muitos consultores de carreira afirmam que há sim chances de seu currículo ser pinçado da obscuridade. Começa a espera para ser o iluminado que terá um e-mail de resposta na "caixa de entrada".

Imagem: Daniela Fonseca.

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Um encontro, um adeus, uma esperança




Marta se despediu do Santos para ir jogar a Liga Norte-Americana pelo Western New York Flash. Mais uma vez, o futebol feminino brasileiro não teve competência para manter sua melhor jogadora vestindo a camisa de um clube nacional. Mas, antes de partir para os Estados Unidos, Marta teve tempo de se encontrar com a presidenta Dilma.
Foi o encontro de duas mulheres que são ícones da luta feminina por maior espaço na sociedade. Elas estão no topo de suas carreiras. Não estão onde estão por acaso.
Marta enfrentou diversos obstáculos dentro e fora dos gramados para conseguir ser reconhecida como a melhor atleta de futebol do mundo. Hoje, seu talento é incontestável. Ela foi referendada cinco vezes com o prêmio de melhor do mundo da FIFA.




Dilma lutou para devolver ao país a democracia. Reconquistado o sistema democrático, ela atuou na vida pública para garantir aos cidadãos a dignidade que uma democracia deve oferecer aos seus filhos.
Marta, a rainha do futebol, e Dilma, a presidenta, se encontraram. Marta, na sua militância para fazer com que o futebol feminino brasileiro tenha o respeito que merece, disse que espera mais investimentos na modalidade. Dilma, que já afirmou anteriormente que governará com a atenção voltada para as mulheres, pode fazer algo de concreto para as meninas de chuteiras. O primeiro passo ou o primeiro passe entre as duas já foi dado. Tomara que quem ganhe nesse jogo seja o Brasil.


Imagens: Creative Commons/Google

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Groupon no Bem Feminina

Agora você pode acessar o Groupon no Bem Feminina! Groupon é o maior site de compras coletivas do Brasil e do mundo. Ele é ideal para quem quer viver boas experiências por preços incríveis. O Groupon oferece descontos de até 70% em bares, baladas, restaurantes, spas, clínicas, academias, viagens e outros mais. O Groupon também é um ótimo site para comprar presentes. Outra opção interessante é indicar o site para os amigos, assim, você ganha créditos e pode aproveitar as ofertas na companhia das pessoas que mais gosta. O Groupon pode ser utilizado como um guia, pois, ele seleciona as promoções por cidade.

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Desfrute o que há de melhor em sua cidade por um precinho bem acessível!

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Ela e outras mulheres


As mulheres segundo uma perspectiva masculina. É isto o que traz Ela e outras mulheres de Rubem Fonseca. A obra é composta de 27 contos breves. Exceto, Ela, que dá título ao livro, todos outros são intitulados com nomes próprios femininos. Começa com Alice, termina em Zezé.

Os contos têm a concisão e o ritmo peculiares da linguagem do autor. Às vezes, os enredos se desenrolam de maneira previsível, mas, o interesse se mantém mesmo assim, por causa da forma. O texto de Rubem Fonseca é sempre um prazer.

Marcantes elementos característicos da literatura do autor estão presentes na obra. Sexo, violência, vingança, obsessão costuram as tramas. Dignas do melhor estilo, as frases vão direto ao assunto e, por vezes, são curtas. Sem rodeios, sem eufemismos. As personagens são de uma sinceridade pungente.

A grande maioria dos contos são narrados por personagens masculinas. Os homens são também os protagonistas. Porém, são as personagens femininas que decidem os rumos das histórias. Os homens nunca têm o controle da situação, as mulheres sempre os surpreendem. Entretanto, a meu ver, isto não impede que em algumas passagens os relatos sejam, tipicamente, machistas.

Ela e outras mulheres cumpre seu papel: instiga, diverte e mantém o leitor apegado às páginas do livro até que ele termine. A ficção esboça o retrato da realidade, às vezes, com cores bem fortes.


FONSECA, Rubem. Ela e outras mulheres. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Imagem: Divulgação


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As Garotas do Calendário


Vi o filme As Garotas do Calendário e fiquei comovida com a narrativa. Para quem ainda não assistiu, faço um breve resumo para que entendam os motivos da minha comoção.

A película conta uma história de um grupo de amigas moradoras de uma cidadezinha do interior da Inglaterra. O marido de uma delas morre em decorrência de um câncer. Após acompanhar o esposo enquanto ele esteve hospitalizado, a mulher decide que o hospital precisa de um sofá mais confortável para acomodar os familiares dos pacientes. Com intuito de angariar fundos para doar o móvel à instituição a viúva e algumas amigas do Instituto de Mulheres decidem fazer um calendário ilustrado com fotos suas.

Num primeiro momento, parece um calendário tradicional no qual as mulheres serão fotografadas fazendo tarefas do cotidiano como, por exemplo, cuidar das plantas e preparar receitas. O que surpreende aos habitantes da pequena localidade é o fato de elas estarem nuas nas fotografias. Todas são mulheres de meia-idade e, supostamente, estariam transgredindo os valores morais e os costumes da sociedade local. O calendário é um sucesso. Ele transforma a vida das “modelos” e permite que elas ajudem várias instituições que cuidam de pessoas acometidas pelo câncer.

Vários aspectos me emocionaram neste filme. Primeiro: a maneira como ele retrata a amizade entre mulheres. Há quem diga que amizade verdadeira entre mulheres não existe. A narrativa dá mais um exemplo de que isto é balela. A amizade feminina existe sim e é capaz de muita lealdade.

Segundo: a forma como ele exalta a beleza da mulher na maturidade. Uma personagem faz um poema em que declara “o último estágio da flor é o mais glorioso”. É isto que elas revelam nas fotos do calendário. De forma singela e digna, artisticamente, ilustram as páginas com toda a beleza que têm.

Terceiro: o fato de as mulheres conseguirem se reinventar. Donas-de-casa que mantinham reclusas suas intimidades se permitem fotografar nuas. Elas encontram neste acontecimento motivação para se cuidarem no dia-a-dia. Fazer dietas, malhar, refletir sobre seus relacionamentos, são algumas das atitudes adotadas por elas. Assim, a auto-estima das pacatas senhoras vai às nuvens.

Quarto: além de modificarem para melhor suas próprias vidas, as mulheres conseguem transformar as vidas de outras pessoas. Elas fazem isto ao reverterem os recursos obtidos com a venda dos calendários para hospitais e projetos na área da saúde e, sobretudo, quando superam antigos limites e suplantam preconceitos.

Na realidade o filme traz muitas nuanças enriquecedoras. E o melhor de tudo é que foi inspirado em uma história real.


Imagem: Divulgação

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Cinco vezes Marta


A Marta é uma das personalidades brasileiras que mais me enchem de orgulho. Hoje, mais uma vez, ela nos proporciona uma imensa alegria. Marta foi eleita pela quinta vez consecutiva a melhor jogadora de futebol do mundo. A atleta superou as alemãs Fatmire Bajramaj e Birgit Prinz para conquistar a Bola de Ouro da FIFA. Marta reina absoluta.

Ver Marta jogando futebol é sempre emocionante. A maneira como ela se doa ao jogo dentro de campo é comovente. Impressionam as belas jogadas e os gols incríveis que ela faz. Porém, o futebol da camisa 10 não é só emoção e beleza, ele é também eficiência: Marta realizou 53 jogos pela seleção do Brasil e marcou 54 gols. Isto lhe dá uma excelente média de mais de um gol por partida.

Marta é um exemplo de que no futebol feminino brasileiro há talento. Às vezes, até sobra. O que faltam são mais investimentos e melhor gestão dos empresários que cuidam do esporte no Brasil.

Atualmente, Marta tem 24 anos de idade, portanto, terá ainda bastante tempo de carreira pela frente. Ela disse que ainda pretende ser a melhor do mundo novamente. Há grandes chances disto ocorrer. Recentemente, Aline, zagueira da seleção, declarou que acredita que Marta ganhe a Bola de Ouro sete vezes. Para isto, o desempenho do Brasil na Copa do Mundo que se realizará este ano será fundamental. As jogadoras brasileiras demonstram-se empenhadas em conseguir bons resultados para o time e cooperar com Marta. Agora só é preciso que os dirigentes trabalhem para oferecer à elas a infra-estrutura merecida.

Marta, muito obrigada por colocar o Brasil no topo do futebol mundial mais uma vez! Muito obrigada pelo exemplo!

Imagem: Creative Commons/Google

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Filha, mãe, avó e puta


Sincero. Foi o que eu conclui ao terminar de ler Filha, mãe, avó e puta. A autobiografia de Gabriela Leite revela como a autora decidiu ser prostituta. Ao ler o relato tem-se a impressão de que ela está sentada numa confortável poltrona lhe contando a trajetória de sua vida com uma sinceridade serena e, ao mesmo tempo, pungente.

O livro nos fala de uma menina nascida numa família conservadora que residia na Vila Mariana em São Paulo. Depois de crescida ela se tornou secretária numa grande empresa e estudante de filosofia na USP. Os pré-requisitos para ser mais uma filha da tradicional classe média estavam atendidos. Mas, era o final da década de 60, época de agitação cultural, e a menina resolveu ousar.

A ideia era experimentar na vida pessoal toda a liberdade e transgressão que se teorizavam nas conversas com os colegas intelectuais. Com esta motivação, Gabriela escolheu seu caminho.

A personagem freqüentou famosas zonas de prostituição como a Boca do Lixo e a Vila Mimosa. O enredo nos revela que para ser prostituta é preciso ter vocação e talento. Como em qualquer outra profissão. Outra realidade que a narrativa demonstra é que nesse meio também há amizade e gratidão. Como em qualquer outro ambiente.

A obra aborda o surgimento da ONG Davida e da grife Daspu. Passagens engraçadas e nomes conhecidos ajudam a compor a história. O livro retrata com naturalidade o mundo da prostituição que, por vezes, é encoberto por um manto de marginalidade e preconceito.



LEITE, Gabriela. Filha, mãe, avó e puta: A história de uma mulher que decidiu ser prostituta/Gabriela Leite em depoimento a Marcia Zanelatto. Rio de Janeiro:Objetiva, 2009.

Imgem: Daniela Fonseca


 
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